Visage / Engenharia de Software

Grandes sistemas não começam pelo código. Começam pela compreensão correta do problema.

Software Delivery Framework. Um processo estruturado para descobrir, projetar, construir, validar, implantar e evoluir software crítico, da necessidade operacional à operação assistida. Toda fase termina em um gate, e nenhuma fase crítica avança sem critério objetivo de saída.

Versão 1.0 11 fases 5 trilhos transversais Referência: ISO/IEC/IEEE 12207:2026 e NIST SP 800-218

01 · Princípios

Cinco ideias sustentam todo o resto. Elas não são estilo de trabalho, são o que separa um projeto que entra em operação de um que vira coleção de telas.

01

O código é consequência.

Antes dele existem decisões sobre negócio, processos, pessoas, dados, arquitetura, segurança e experiência de uso. Quanto mais tarde uma decisão estrutural aparece, maior tende a ser o impacto dela sobre prazo, custo e complexidade, porque já existem funcionalidades dependentes daquela decisão.

02

Nenhuma fase crítica avança sem critério objetivo de saída.

Cada fase termina em um gate. Um gate não é uma reunião, é uma lista de itens que precisam estar definidos e registrados. Enquanto não estiverem, a fase seguinte não começa, e isso protege o cliente tanto quanto protege a Visage Web.

03

Baseline não é prisão.

Software evolui e mudar de ideia é legítimo. O problema nunca foi mudar, foi mudar sem governança. Toda solicitação é classificada, tem impacto analisado e é aprovada antes de entrar, e é isso que encerra a discussão sobre o que estava ou não incluído.

04

Percentual de telas prontas não é percentual de sistema pronto.

Um módulo pode parecer noventa por cento concluído na tela e ainda faltar validação, permissão, auditoria, integração, tratamento de erro, teste, segurança, desempenho, documentação e homologação. Por isso medimos estado objetivo por item, não sensação de progresso.

05

Segurança não é etapa final.

Tratar segurança como conferência de fim de projeto é o caminho mais caro de descobrir um problema. Ela atravessa todas as fases, junto com privacidade, qualidade, documentação e observabilidade.

02 · O ciclo de vida

Onze fases, cada uma terminando em um gate. Clique em uma fase para ver o objetivo e o critério de saída dela. Um gate não é reunião, é lista de itens que precisam estar definidos e registrados para a fase seguinte começar.

Arraste a linha para o lado para ver todas as fases
00

Intake e qualificação

Entender o problema de negócio, os envolvidos, as restrições e a viabilidade antes de qualquer promessa técnica.

Gate de saída Project Brief

01

Discovery

Mapear a operação real, não a operação que está no organograma: como o trabalho acontece hoje, com quais documentos, planilhas e exceções.

Gate de saída Discovery Report

02

Requisitos

Transformar necessidade em requisito verificável, com critério de aceite escrito. Requisito que não pode ser verificado não é requisito, é expectativa.

Gate de saída Scope Baseline

03

Arquitetura da solução

Definir modelo de dados, integrações, autenticação, autorização, ambientes, segurança e requisitos não funcionais antes de produzir tela.

Gate de saída Architecture Approval

04

UX e design de produto

Desenhar fluxo, jornada e interface a partir do requisito aprovado, validando com quem vai usar de verdade.

Gate de saída Design Approval

05

Planejamento e backlog

Quebrar o escopo em épicos, histórias e releases, com prioridade, dependências e ordem de implantação por área.

Gate de saída Development Baseline

06

Engenharia

Construir de forma incremental, com integração contínua, revisão de código e publicação em ambiente separado da operação.

Gate de saída Release Candidate

07

Qualidade e segurança

Testar função, regressão, permissão, segurança, carga e desempenho antes de o cliente ver, não depois.

Gate de saída QA Approval

08

Homologação

O cliente valida processos reais de negócio, com dado real, em ambiente separado, e assina o aceite.

Gate de saída Acceptance Sign-off

09

Implantação

Migrar dado, publicar em produção, ligar observabilidade e backup, com plano de retorno escrito antes de subir.

Gate de saída Go-Live

10

Operação assistida e evolução

Acompanhar de perto os primeiros ciclos reais, medir adoção, corrigir o que aparece no uso e abrir o roteiro de evolução.

Gate de saída Operação contínua

Cinco trilhos atravessam todas as fases

Nenhum deles é etapa. Tratar qualquer um como conferência de fim de projeto é o jeito mais caro de descobrir um problema.

Segurança

Modelagem de ameaça, controle de acesso, tratamento de dado sensível e revisão de dependência, em toda fase, não no fim.

Privacidade

Que dado pessoal existe, por que existe, quem acessa, por quanto tempo fica e como é apagado.

Qualidade

Critério de aceite, teste, revisão de código e regressão como parte do trabalho, não como etapa extra.

Documentação

Decisão registrada, modelo de dado descrito e manual do que muda para quem opera.

Observabilidade

Log, auditoria, métrica de uso e alerta, para que o sistema conte o que está acontecendo antes de o usuário reclamar.

03 · Os gates

O que precisa estar definido e registrado para a fase seguinte começar. Clique para abrir cada um.

O desenvolvimento não estima nem se compromete com prazo antes disto.

  • Requisitos escritos e numerados, cada um com critério de aceite verificável
  • Regras de negócio registradas, inclusive as exceções que só existem na prática
  • O que está fora do escopo, dito explicitamente
  • Volume esperado de dado, usuários e transações
  • Dependências de terceiros identificadas, com responsável por cada acesso

Este é o gate mais caro de pular. Decisão estrutural descoberta tarde custa mais porque já existem funcionalidades dependentes dela.

  • Entidades principais e relacionamentos definidos
  • Autenticação, autorização e papéis de acesso definidos
  • Integrações e contratos de dados com sistemas de terceiros
  • Estratégia de arquivos, anexos e documentos
  • Auditoria, log e rastreabilidade de quem alterou o quê
  • Ambientes de desenvolvimento, homologação e produção
  • Política de backup e plano de retorno
  • Requisitos não funcionais: desempenho, disponibilidade, retenção e volume

Nada chega ao cliente para homologar sem passar por aqui. Homologação não é o primeiro teste do sistema.

  • Teste funcional dos critérios de aceite do requisito
  • Regressão nas áreas que dependem do que foi alterado
  • Permissão testada entrando com o acesso de um usuário comum, não do administrador
  • Verificação de segurança da mudança e das dependências
  • Comportamento em celular quando a rotina acontece em campo
  • Tratamento de erro e mensagem compreensível para quem opera

O aceite é do cliente e é registrado. É ele que separa entrega de retrabalho.

  • Processo de negócio executado de ponta a ponta com dado real
  • Pelo menos um caso fora do padrão testado
  • Aceite assinado pelo responsável da área e pelo coordenador
  • Pendências remanescentes classificadas e priorizadas, não esquecidas

Subir para produção é decisão conjunta, com caminho de volta definido antes.

  • Migração de dado validada por amostra conferida pelo cliente
  • Plano de retorno escrito e testado
  • Backup verificado antes da publicação
  • Monitoramento e alerta ligados
  • Data definida para desligar o processo antigo
  • Equipe treinada e canal de suporte comunicado

04 · Quem responde pelo quê

Boa parte do atrito em projeto de software nasce de responsabilidade não combinada. Homologação parada três semanas do lado do cliente não é atraso de desenvolvimento, e isso precisa estar dito antes de acontecer.

Visage Web

  • Arquitetura e modelagem de dados
  • UX e interface
  • Engenharia e revisão de código
  • Qualidade e testes
  • Segurança aplicada ao ciclo
  • Infraestrutura, ambientes e backup
  • Documentação técnica
  • Gestão do projeto e dos gates

Cliente

  • Product Owner nomeado e disponível
  • Disponibilidade das áreas envolvidas
  • Validação das regras de negócio
  • Fornecimento dos dados e documentos
  • Acesso a sistemas de terceiros
  • Homologação dentro do prazo combinado
  • Aprovações dentro do prazo combinado

Compartilhada

  • Definição e manutenção do escopo
  • Priorização
  • Gestão de riscos
  • Change requests
  • Decisão de go-live
  • Roteiro de evolução

05 · Governança de mudanças

Baseline não é prisão. Software evolui e mudar de ideia é legítimo. O problema nunca foi mudar, foi mudar sem governança. Toda solicitação cai em uma destas cinco categorias antes de qualquer coisa.

Solicitação Classificação Análise de impacto Aprovação Priorização Desenvolvimento
Categoria O que é Como entra Custo
Bug Comportamento diferente do requisito aprovado. Entra imediatamente quando para a operação Correção, sem custo
Ajuste Alteração pequena que não modifica arquitetura nem esforço de forma significativa. Entra na release corrente Dentro do contrato
Melhoria Evolução de funcionalidade existente e já aprovada. Vai ao backlog e é priorizada Dentro do contrato, conforme volume
Novo requisito Capacidade não contemplada no baseline aprovado. Passa por requisito, arquitetura e prazo próprios Orçado à parte
Change request Alteração com impacto mensurável em escopo, custo, prazo ou arquitetura. Só entra com aprovação formal do patrocinador Orçado à parte, com análise de impacto

06 · Como medimos progresso

Percentual de telas prontas não é percentual de sistema pronto. Um módulo pode parecer noventa por cento concluído na tela e ainda faltar validação, permissão, auditoria, integração, tratamento de erro, teste, segurança, desempenho, documentação e homologação. Por isso cada item tem um estado objetivo, e não uma porcentagem.

01

Backlog

Registrado, ainda não analisado.

02

Ready

Analisado, com critério de aceite e dependências resolvidas.

03

Em desenvolvimento

Em construção.

04

Code review

Revisado por outra pessoa antes de seguir.

05

QA

Em teste funcional, de regressão, permissão e segurança.

06

Validação do cliente

Em homologação com quem usa.

07

Aceito

Aceite registrado pelo cliente.

08

Publicado

Em produção e em uso.

Uma funcionalidade não está pronta porque funciona na máquina de quem programou. Está pronta quando, conforme aplicável:

  • Código concluído e revisado por outra pessoa
  • Critérios de aceite do requisito atendidos
  • Testes executados, incluindo regressão do que depende da mudança
  • Comportamento validado em desktop e em celular quando aplicável
  • Permissões verificadas com acesso de usuário comum
  • Log e auditoria registrando a operação
  • Tratamento de erro implementado, com mensagem compreensível
  • Verificação de segurança da mudança concluída
  • QA aprovado
  • Documentação e decisões atualizadas
  • Homologação realizada pelo cliente
  • Aceite registrado

07 · Fundamentos

Este framework foi estruturado com referência em práticas consolidadas de engenharia de software, adaptadas ao porte e ao contexto de cada projeto.

ISO/IEC/IEEE 12207:2026

Segunda edição, publicada em abril de 2026, que substitui a de 2017. Estabelece o conjunto comum de processos do ciclo de vida de software, da aquisição e do desenvolvimento à operação, manutenção e descarte. A própria norma prevê adaptação ao contexto, e é isso que permite um modelo híbrido como este, com governança por gates e execução iterativa.

NIST SP 800-218 (SSDF)

Recomenda integrar práticas de desenvolvimento seguro ao ciclo inteiro, justamente porque poucos modelos tratam segurança em profundidade, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades e atacar as causas que as produzem. É a razão de segurança aparecer aqui como trilho, e não como etapa final.

A Visage Web não declara certificação nessas normas. Elas são a referência técnica sobre a qual o método foi construído.

Vai começar um sistema? Conte o que a sua operação precisa e mostramos em qual fase o seu projeto deve começar.

Falar com a Visage Web