Intake e qualificação
Entender o problema de negócio, os envolvidos, as restrições e a viabilidade antes de qualquer promessa técnica.
Gate de saída Project Brief
Visage / Engenharia de Software
Software Delivery Framework. Um processo estruturado para descobrir, projetar, construir, validar, implantar e evoluir software crítico, da necessidade operacional à operação assistida. Toda fase termina em um gate, e nenhuma fase crítica avança sem critério objetivo de saída.
Cinco ideias sustentam todo o resto. Elas não são estilo de trabalho, são o que separa um projeto que entra em operação de um que vira coleção de telas.
Antes dele existem decisões sobre negócio, processos, pessoas, dados, arquitetura, segurança e experiência de uso. Quanto mais tarde uma decisão estrutural aparece, maior tende a ser o impacto dela sobre prazo, custo e complexidade, porque já existem funcionalidades dependentes daquela decisão.
Cada fase termina em um gate. Um gate não é uma reunião, é uma lista de itens que precisam estar definidos e registrados. Enquanto não estiverem, a fase seguinte não começa, e isso protege o cliente tanto quanto protege a Visage Web.
Software evolui e mudar de ideia é legítimo. O problema nunca foi mudar, foi mudar sem governança. Toda solicitação é classificada, tem impacto analisado e é aprovada antes de entrar, e é isso que encerra a discussão sobre o que estava ou não incluído.
Um módulo pode parecer noventa por cento concluído na tela e ainda faltar validação, permissão, auditoria, integração, tratamento de erro, teste, segurança, desempenho, documentação e homologação. Por isso medimos estado objetivo por item, não sensação de progresso.
Tratar segurança como conferência de fim de projeto é o caminho mais caro de descobrir um problema. Ela atravessa todas as fases, junto com privacidade, qualidade, documentação e observabilidade.
Onze fases, cada uma terminando em um gate. Clique em uma fase para ver o objetivo e o critério de saída dela. Um gate não é reunião, é lista de itens que precisam estar definidos e registrados para a fase seguinte começar.
Entender o problema de negócio, os envolvidos, as restrições e a viabilidade antes de qualquer promessa técnica.
Gate de saída Project Brief
Mapear a operação real, não a operação que está no organograma: como o trabalho acontece hoje, com quais documentos, planilhas e exceções.
Gate de saída Discovery Report
Transformar necessidade em requisito verificável, com critério de aceite escrito. Requisito que não pode ser verificado não é requisito, é expectativa.
Gate de saída Scope Baseline
Definir modelo de dados, integrações, autenticação, autorização, ambientes, segurança e requisitos não funcionais antes de produzir tela.
Gate de saída Architecture Approval
Desenhar fluxo, jornada e interface a partir do requisito aprovado, validando com quem vai usar de verdade.
Gate de saída Design Approval
Quebrar o escopo em épicos, histórias e releases, com prioridade, dependências e ordem de implantação por área.
Gate de saída Development Baseline
Construir de forma incremental, com integração contínua, revisão de código e publicação em ambiente separado da operação.
Gate de saída Release Candidate
Testar função, regressão, permissão, segurança, carga e desempenho antes de o cliente ver, não depois.
Gate de saída QA Approval
O cliente valida processos reais de negócio, com dado real, em ambiente separado, e assina o aceite.
Gate de saída Acceptance Sign-off
Migrar dado, publicar em produção, ligar observabilidade e backup, com plano de retorno escrito antes de subir.
Gate de saída Go-Live
Acompanhar de perto os primeiros ciclos reais, medir adoção, corrigir o que aparece no uso e abrir o roteiro de evolução.
Gate de saída Operação contínua
Nenhum deles é etapa. Tratar qualquer um como conferência de fim de projeto é o jeito mais caro de descobrir um problema.
Modelagem de ameaça, controle de acesso, tratamento de dado sensível e revisão de dependência, em toda fase, não no fim.
Que dado pessoal existe, por que existe, quem acessa, por quanto tempo fica e como é apagado.
Critério de aceite, teste, revisão de código e regressão como parte do trabalho, não como etapa extra.
Decisão registrada, modelo de dado descrito e manual do que muda para quem opera.
Log, auditoria, métrica de uso e alerta, para que o sistema conte o que está acontecendo antes de o usuário reclamar.
O que precisa estar definido e registrado para a fase seguinte começar. Clique para abrir cada um.
O desenvolvimento não estima nem se compromete com prazo antes disto.
Este é o gate mais caro de pular. Decisão estrutural descoberta tarde custa mais porque já existem funcionalidades dependentes dela.
Nada chega ao cliente para homologar sem passar por aqui. Homologação não é o primeiro teste do sistema.
O aceite é do cliente e é registrado. É ele que separa entrega de retrabalho.
Subir para produção é decisão conjunta, com caminho de volta definido antes.
Boa parte do atrito em projeto de software nasce de responsabilidade não combinada. Homologação parada três semanas do lado do cliente não é atraso de desenvolvimento, e isso precisa estar dito antes de acontecer.
Baseline não é prisão. Software evolui e mudar de ideia é legítimo. O problema nunca foi mudar, foi mudar sem governança. Toda solicitação cai em uma destas cinco categorias antes de qualquer coisa.
| Categoria | O que é | Como entra | Custo |
|---|---|---|---|
| Bug | Comportamento diferente do requisito aprovado. | Entra imediatamente quando para a operação | Correção, sem custo |
| Ajuste | Alteração pequena que não modifica arquitetura nem esforço de forma significativa. | Entra na release corrente | Dentro do contrato |
| Melhoria | Evolução de funcionalidade existente e já aprovada. | Vai ao backlog e é priorizada | Dentro do contrato, conforme volume |
| Novo requisito | Capacidade não contemplada no baseline aprovado. | Passa por requisito, arquitetura e prazo próprios | Orçado à parte |
| Change request | Alteração com impacto mensurável em escopo, custo, prazo ou arquitetura. | Só entra com aprovação formal do patrocinador | Orçado à parte, com análise de impacto |
Percentual de telas prontas não é percentual de sistema pronto. Um módulo pode parecer noventa por cento concluído na tela e ainda faltar validação, permissão, auditoria, integração, tratamento de erro, teste, segurança, desempenho, documentação e homologação. Por isso cada item tem um estado objetivo, e não uma porcentagem.
Registrado, ainda não analisado.
Analisado, com critério de aceite e dependências resolvidas.
Em construção.
Revisado por outra pessoa antes de seguir.
Em teste funcional, de regressão, permissão e segurança.
Em homologação com quem usa.
Aceite registrado pelo cliente.
Em produção e em uso.
Uma funcionalidade não está pronta porque funciona na máquina de quem programou. Está pronta quando, conforme aplicável:
Este framework foi estruturado com referência em práticas consolidadas de engenharia de software, adaptadas ao porte e ao contexto de cada projeto.
Segunda edição, publicada em abril de 2026, que substitui a de 2017. Estabelece o conjunto comum de processos do ciclo de vida de software, da aquisição e do desenvolvimento à operação, manutenção e descarte. A própria norma prevê adaptação ao contexto, e é isso que permite um modelo híbrido como este, com governança por gates e execução iterativa.
Recomenda integrar práticas de desenvolvimento seguro ao ciclo inteiro, justamente porque poucos modelos tratam segurança em profundidade, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades e atacar as causas que as produzem. É a razão de segurança aparecer aqui como trilho, e não como etapa final.
A Visage Web não declara certificação nessas normas. Elas são a referência técnica sobre a qual o método foi construído.
Vai começar um sistema? Conte o que a sua operação precisa e mostramos em qual fase o seu projeto deve começar.
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